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    José de Guimarães nasceu no ano de1939 em Guimarães e desde 1995 que reparte a sua vida entre Lisboa e Paris.

    Uma estadia em Angola entre a década de 60 e 70 do século XX, tornar-se-ia um vector determinante na definição do seu vocabulário artístico, assim como o contacto com especialistas em etnologia africana que o conduzem à compreensão de uma simbologia existente em muitas peças de arte negra e sugerem-lhe um projecto artístico movido por uma tentativa de osmose entre duas formas de expressão plástica, europeia e africana. Mas se a primeira década de produção artística se baseia em África, nos mais de quarenta anos de trabalho, encontram-se séries completas dedicadas às culturas chinesa e japonesa, à arte de Rubens, à literatura de Camões ou à concepção particular da morte no México. Nos últimos anos, verifica-se que o seu percurso reflecte uma vocação de formas e figuras tendencialmente cosmopolita.

    Assim, a sua expressão plástica tem vindo a acentuar a convivência de todos os factores dominantes num longo percurso artístico e tem priviligiádo a luz de NÉON e a luz de LED, sobretudo em caixas de madeira, que propõem um exterior de austeridade contrastante com a encenação do seu espaço interior, tratado com traços luminosos de NÉON e LED, pintura, colagens e objectos desviados do sentido que lhes é conferido pela sua função tradicional.

    Tendo realizado numerosas exposições em vários países, e, para além de exposições antológicas anteriores realizadas em Bruxelas no Palais des Beaux-Arts (1984), no Museu de Arte Moderna (Cidade do México, 1987), na Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, e na Fundação Serralves, Porto (1992), na última década, viu serem-lhe dedicadas exposições antológicas ou retrospectivas em Portugal (Cordoaria Nacional, Lisboa, 2001 e Fundação Carmona e Costa, Lisboa, 2012), na Alemanha (Museu Würth, Künzelsau, 2001), em Tóquio (Hillside Fórum, 2002), na Suíça (Art Fórum Würth, Arlesheim e Chur, 2003), no Brasil (Fundação Cultural FIESP, 2005 e Museu Afro Brasil, 2006, São Paulo), Espanha (Fundação Caixanova, 2003, e Museu Würth La Rioja, 2008), Luanda (Centro Cultural Português, 2009), em Itália (Art Fórum Würth, Roma, 2010), em Bruxelas (Espace Européen pour la Sculpture, 2007 e Parlamento Europeu, 2012) e na China (Museu Yan Huang, Pequim, 1994, Today Art Museum, Pequim, 2007, Suzhou Jinji Lake Art Museum, Suzhou, 2012 e Museu de Arte da província de Shaanxi em Xian, 2013). Em 2012, é eleito Presidente da Sociedade Nacional de Belas Artes. No Centro internacional das Artes José de Guimarães, em Guimarães, participou nas exposições: “Para Além da História” (2012), “Lições da Escuridão” (2013) e “Provas de Contacto” (2014).

    O seu trabalho, representado nas mais relevantes colecções institucionais em Portugal e um pouco por todo o mundo, com especial incidência no Japão e Alemanha, propõe cruzamentos com a arte de civilizações não ocidentais - africana, chinesa e meso-americana – uma busca incessante de relações não verbais, a que não é estranho o labor decoleccionador a que se vem dedicando há várias décadas.

FB: http://facebook.com/josedeguimaraes

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